O Hard Tech Innovation consolidou-se não apenas como um polo de desenvolvimento e inovação, mas também como um importante palco de valorização artística ao sediar o 2º Circuito Cultural da Unifei. Durante o evento, a comunidade pôde acompanhar uma rica programação cultural, que integrou projetos de música, dança, expressão social e esporte universitário, demonstrando a pluralidade do ambiente acadêmico.
Música, Colaboração e Instrumental
A musicalidade teve forte presença com o Jam na Unifei, uma das iniciativas musicais que mais cresce no campus de Itajubá, estabelecendo um ambiente de colaboração entre compositores, instrumentistas e músicos da cidade. O projeto, coordenado pelo prof. José Hamilton e pelo aluno Felipe de Andrade Drumond, atua fortemente na formação de público para apresentações musicais.
De forma integrada, o Laboratório de Música da Unifei Itabira – coordenado pelo músico Nino Coutinho desde 2010 – trouxe o resultado de projetos de extensão como o Cadim de Música (focado no ensino com viés social) e o Dê Voz: A Sua Arte. Professores e alunos participaram da apresentação, evidenciando o incentivo à prática musical fomentado ao longo dos anos.
O público também pôde prestigiar um emocionante Dueto de flauta e violino, apresentado pelos alunos Daniel Salles (Engenharia Elétrica) e Daniel Rouberth (Ciências Atmosféricas). Daniel Salles, natural de São Paulo, toca violino desde os 6 anos, enquanto Daniel Rouberth dedica-se à flauta desde os 14. Unidos pela paixão mútua pela música clássica e instrumental, os dois proporcionaram um momento de grande sensibilidade artística ao público. Reforçando o talento local, o Sarau Musical Unifei reuniu artistas, estudantes e servidores que, motivados pela vontade de fazer música, entregaram belas interpretações em celebração à música brasileira.
Expressão, Memória e Dança
A reflexão e a resistência ganharam voz através do espetáculo “Uma viagem ao ritmo do samba”, promovido pelo Grupo Vozes da Diversidade, parceiro do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Unifei. O show celebrou a cultura do povo negro brasileiro, utilizando versos e músicas para transformar temas como injustiça, exclusão e desigualdade em arte e esperança.
O movimento corporal também contagiou o evento. A Companhia de Dança Corpo a Corpo, um projeto social e cultural criado em 2017 e coordenado pela profª Karina Arruda, apresentou estilos variados que vão do jazz e ballet ao Kpop e Hip Hop. A Companhia reafirmou seu propósito de contribuir para a saúde mental e física de seus integrantes e da comunidade. Além disso, o tradicional Forró de Segunda, projeto com mais de uma década coordenado pela profª Marília Sonego, trouxe a energia do forró pé-de-serra, fruto de suas aulas semanais e gratuitas oferecidas à comunidade.
Energia e Espírito Universitário
Para elevar a vibração do público, a equipe de cheerleading Blue Bunnies executou rotinas que exigiram alto nível de segurança, precisão e espírito esportivo. O grupo demonstrou sua capacidade técnica através de coreografias criativas, stunts e pirâmides.
A pulsação do evento foi garantida pela Bateria Danada, dedicada a disseminar a música através da percussão. O projeto, formado por universitários de diferentes cursos, coroou as atrações culturais demonstrando seu engajamento, que vai desde apresentações culturais e apoio a equipes esportivas até ações sociais voltadas à educação infantil pública.



Publicado em: 15/06/2026