A capacidade de transformar ciência e tecnologia em soluções para os grandes desafios ambientais do século XXI acaba de ganhar mais um capítulo no Ecossistema Itajubá HardTech. A Ceres Seeding, startup incubada na INCIT – Incubadora de Empresas de Base Tecnológica de Itajubá, foi convidada pela Fundação SOS Mata Atlântica para integrar o projeto Floresta Áurea – Mata Atlântica, iniciativa promovida pelo Instituto Alok voltada à restauração de áreas degradadas por meio de soluções inovadoras.
A participação da startup representa mais um importante reconhecimento para a tecnologia desenvolvida em Itajubá. Especializada em soluções para restauração ecológica, a Ceres Seeding desenvolve tecnologias e protocolos baseados na biodiversidade brasileira para viabilizar o uso de drones autônomos em todas as etapas da restauração florestal, incluindo mapeamento inicial, preparo de áreas, plantio automatizado, manutenção dos projetos e monitoramento de indicadores ecológicos.
A proposta busca tornar os processos de restauração mais eficientes, escaláveis e economicamente viáveis, permitindo a recuperação de grandes áreas de forma mais rápida e com menor custo.
No projeto Floresta Áurea – Mata Atlântica, a startup contribuirá com a aplicação da técnica de semeadura direta com drones em uma área experimental localizada na Estação Ecológica do Barreiro Rico, no interior de São Paulo. A metodologia será utilizada inicialmente em dois hectares, com uma área adicional destinada à ampliação e reposição da vegetação, permitindo avaliar o desempenho da tecnologia em uma região que sofreu forte impacto causado por incêndios e teve sua diversidade florística reduzida.

A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo desenvolvido pelo Instituto Alok em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, que prevê a restauração de 11,4 hectares em municípios da bacia do médio Tietê, nos municípios de Anhembi e Barra Bonita. Além do plantio convencional de 18,5 mil mudas nativas, o projeto incorpora o uso de novas tecnologias para ampliar a eficiência das ações de recuperação ambiental.
A participação da Ceres Seeding demonstra como tecnologias normalmente associadas a outros setores podem ser adaptadas para gerar impacto positivo na conservação da biodiversidade. Drones que encantam milhares de pessoas em grandes espetáculos visuais agora passam a ser utilizados para acelerar a regeneração de ecossistemas e contribuir para a recuperação da Mata Atlântica.
Além da execução em campo, o projeto prevê uma ampla campanha de conscientização ambiental conduzida pelo Instituto Alok e pela Fundação SOS Mata Atlântica, com o objetivo de ampliar o engajamento da sociedade em torno da conservação dos biomas brasileiros.
Para o Ecossistema Itajubá HardTech, a presença da Ceres Seeding em uma iniciativa dessa dimensão demonstra a maturidade das startups desenvolvidas na região e evidencia como a inovação produzida em Itajubá é capaz de gerar impacto em escala nacional. A participação da empresa em um projeto que reúne instituições de referência como Instituto Alok, Fundação SOS Mata Atlântica, Banco do Brasil, Vivo, Estrella Galicia e Waaw by Alok reforça a capacidade do Ecossistema de criar soluções alinhadas às demandas globais relacionadas à sustentabilidade, mudanças climáticas e conservação ambiental.
Publicado em: 23/06/2026